São Tomé e Príncipe – Estudo do Conselho Nacional de Juventude

São Tomé e Príncipe – Estudo do Conselho Nacional de Juventude

 

Em São Tomé e Príncipe, um estudo do Conselho Nacional da Juventude, realizado com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), tornado público em Março, mostrou que 80% dos jovens quer abandonar o país.

Um abandono que já se faz sentir de forma acentuada no que diz respeito a jovens quadros, nomeadamente no sistema de saúde de São Tomé e Príncipe, com o aumento da emigração para Portugal desde a simplificação do sistema de vistos no âmbito do acordo de mobilidade da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Jovens que não têm esperança no país, onde a pobreza, a esperança de vida e a fraca qualidade dos serviços públicos não apontam para o futuro.

Ainda em Março, somando-se a todos os problemas com que se debate São Tomé e Príncipe, foram notícia os cortes constantes de energia eléctrica, que levaram a população a recorrer a velas e geradores e os operadores económicos a reportarem prejuízos crescentes.

A falta de fundos para proceder à manutenção das cinco centrais térmicas existentes em São Tomé e mesmo à aquisição de combustíveis, ameaça o setor energético do país, que poderá entrar em colapso.

Já neste mês de Junho, o governo são-tomense anunciou que o número de famílias em pobreza extrema que irá receber ajuda financeira através de um programa de apoio do Banco Mundial, irá duplicar.

O “Programa Família`, criado no final de 2019, beneficiava 2 500 agregados familiares e passará a ajudar mais de 4 500, sendo que abrange um universo de 4059 mulheres e 18 mil crianças, que passarão a receber um auxílio de cerca de 65 euros, de dois em dois meses, até 2027.

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