Tributo a Santos Dumont por ocasião da comemoração dos 150 anos do seu aniversário – Algumas notas biográficas

Tributo a Santos Dumont por ocasião da comemoração dos 150 anos do seu aniversário – Algumas notas biográficas

 

O Brasil prepara-se para este ano comemorar os 150 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, inventor considerado um dos pais da aviação e que realizou o primeiro voo homologado da história.

Em 1906 voou cerca de 60 metros com o Oiseau de Proie, em Champs Bagatelle, em Paris e, um mês depois, já com o Oiseau de Proie III, diante de uma multidão, conseguiu efetuar um voo de 200 metros (a uma altura de 6 metros do solo), voos estes que foram os primeiros homologados pelo Aeroclube de França com um aparelho mais pesado do que o ar.

Sonhador e indisciplinado, dono de uma fortuna familiar que lhe lhe permitia independência para a realização dos seus projetos e invenções, Santos Dumont apesar de ter frequentado alguns cursos superiores na área da engenharia nunca terminou nenhuma licenciatura. Mais do que a teoria era a curiosidade e o conhecimento técnico que o impulsionavam.

Profundamente marcado na infância pelas obras de Júlio Verne, sonhou conquistar o ar, esse elemento que nas obras do escritor francês não tinha sido alcançado de forma motorizada ou através de motores de propulsão.

Nascido em Minas Gerais, em 1873, filho de uma família abastada, teve uma vida aventurosa que o levou a viajar e a estudar na Europa e nos Estados Unidos, coisas muito pouco comuns para a sua geração.

E foi em França, em 1901, que alcançou a fama e se tornou mundialmente conhecido ao ganhar o prémio Deutsch, pelo projeto e construção de um dos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina, o Nº6, com que voou em redor da Torre Eiffel.

Tendo sido diagnosticado com esclerose múltipla, em 1910 deixou de voar após sofrer um acidente com o seu avião Demoiselle. Apesar de ter encerrado a sua oficina em França e de se ter retirado do convívio social, tendo regressado ao Brasil após 10 anos de ausência, nunca deixou de trabalhar para a divulgação da aviação.

Em 1914 a França foi ocupada pelas tropas alemãs na sequência da Primeira Guerra Mundial e Santos Dumont, que se chegou a alistar como motorista para ajudar o exército francês, começou a ver aviões a serem utilizados como arma de guerra, apetrechados com metralhadoras e a transportarem bombas.

Foi o fim do seu sonho, de que nunca recuperou até à sua morte. Segundo diz Arthur Japin no seu livro “O Homem com Asas”, quando retornou ao Brasil Santos Dumont queimou todos os seus “diários, cartas e desenhos”.

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