O papel da China no estabelecimento da Parceria Económica Abrangente Regional – O maior acordo comercial do mundo

O papel da China no estabelecimento da Parceria Económica Abrangente Regional – O maior acordo comercial do mundo

 

Em Novembro de 2020, sob o patrocínio da China, 15 países da Ásia e do Pacífico assinaram o maior acordo comercial do mundo, a Parceria Económica Abrangente Regional, que abriu caminho a uma zona de comércio livre.

Este acordo reúne a Indonésia, Tailândia, Singapura, Malásia, Filipinas, Vietname, Birmânia, Camboja, Laos, Brunei, China, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Austrália, que em conjunto representam 30% do PIB mundial.

Esta parceria comercial permite à China, a segunda maior economia do mundo, ampliar a sua influência na região e no mercado global, resistindo ao isolacionismo imposto pelos EUA.

Ao longo de décadas a China foi alterando a sua estrutura económica, atraindo investimento estrangeiro, incentivando o investimento privado e controlando, através de empresas estatais, unicamente os setores que considera estratégicos.

Com um imenso investimento público em infraestruturas e em indústrias pesadas, que facilitaram o investimento privado, a China foi incentivando e promovendo a expansão de empresas em outros setores produtivos, abrandando o simples papel de exportador.

Outra medida importante para esta mudança foi o facto de passar a permitir que o país fosse utilizado por multinacionais como uma plataforma de exportação, conferindo-lhe uma grande vantagem comercial em relação a outros países asiáticos.

Com alguns pontos fracos, como a insuficiência energética para a capacidade de produção instalada ou a rede de transportes para a deslocação e bens e mercadorias, a China tem vindo a celebrar parcerias estratégicas para colmatar estas lacunas.

Com uma assimetria ainda visível entre as zonas costeiras e o interior, o poder de compra da população que trabalha na indústria ou nos serviços é substancialmente superior à que se dedica ao setor agrícola, apesar do peso que os produtos agrícolas têm no volume de exportações do país.

A produção de serviços na China, a sétima maior do mundo, tem crescido exponencialmente na área das novas tecnologias e telecomunicações, bem como no e-commerce, onde se destacam marcas de projeção mundial de comércio a retalho, como é o caso da Shein.

A China, com o aumento gradual dos salários que foi promovendo no país, já começou inclusivamente a ceder a manufatura de alguns produtos para outros países asiáticos, onde a mão de obra é inferior, mantendo, no entanto, o seu papel final como exportador.

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