Eleições em Espanha em tempos de contestação

Espanha prepara-se para eleições gerais, marcadas antecipadamente para 29 de Novembro, na sequência de fortes contestações pelo direito à habitação, que há semanas enchem as ruas das principais cidades espanholas, com particular incidência em Madrid.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, tentou aprovar no Congresso dois decretos de emergência sobre habitação, que acabaram chumbados pelo PP, Vox e pelo Junts, partido independentista da Catalunha.

Em conselho de ministros, o líder do Governo espanhol tinha conseguido fazer aprovar, após dura negociação com o Sumar, partido minoritário que integra a coligação governativa, os dois decretos-lei, centrados em despejos e habitação acessível, bem como em maior estabilidade nos contratos de arrendamento, mas no Congresso só obteve o apoio do Podemos e do PNV, e viu as iniciativas chumbadas.

As sondagens apontam para uma provável vitória da direita, com o PP de Alberto Nuñes Feijóo e o Vox de Santiago Abascal a, juntos, conseguirem uma confortável maioria, mas a dúvida sobre o efeito do chumbo dos reais decretos no eleitorado ainda está por apurar.

 

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